26 janeiro 26
Empresas

Bebiana Rocha

Cosmiknit leva o savoir fair do flat knitting à Première Vision Paris

A Cosmiknit vai marcar presença, pela segunda vez, na Première Vision Paris, numa edição em que o savoir-faire português estará em destaque. Esta será uma oportunidade para a empresa portuguesa de malhas dar a conhecer a sua especialização em flat knitting, uma tecnologia atualmente dominada por apenas duas empresas na Europa.

Se em edições anteriores o foco esteve sobretudo no calçado, este ano a Cosmiknit pretende evidenciar a versatilidade da tecnologia, demonstrando a sua aplicação em novos produtos, como cachecóis e cintos.

“O nosso objetivo é darmo-nos a conhecer. Iniciámos a atividade em pleno período de Covid, atravessámos um ano e meio de “desgaste” e estamos agora a iniciar um processo consistente de participação em feiras para ganharmos maior reconhecimento”, explica Pedro Félix, general manager da empresa, em declarações ao T Jornal.

Questionado sobre o que distingue o made in Portugal e o torna difícil de replicar, Pedro Félix não hesita: “as pessoas, com excelentes competências”, aliadas a uma cultura empresarial marcada pela resiliência e por uma forma muito própria de fazer negócios. “Somos bastante resilientes e ainda fazemos negócios com o coração”, sublinha.

A Cosmiknit reflete essa filosofia ao conjugar o investimento em tecnologia com uma forte aposta nas pessoas. Recentemente, a empresa reforçou a equipa, com o objetivo de continuar a oferecer produtos cada vez mais diferenciadores, direcionados para o segmento do luxo.

“Trabalhamos com foco na precisão, na consistência e no valor do detalhe”, destaca a empresa, acrescentando que, para a próxima estação, os visitantes poderão encontrar uma proposta marcada por várias texturas, cores vibrantes e estruturas pensadas para responder às exigências do segmento premium.

Integrada no grupo Shoe Atelier, a Cosmiknit vai expor na área de Leather da Première Vision Paris, que decorre entre os dias 3 e 5 de fevereiro. Pedro Félix aproveita ainda para sublinhar que Portugal é um dos poucos países europeus que conseguiu manter a sua base industrial, num contexto em que muitas economias abandonaram a produção por razões de competitividade.

“O facto de Portugal ter mantido a sua indústria é reflexo do seu know-how”, afirma, acrescentando que o futuro passa por um posicionamento em segmentos de preço mais elevados. Este reconhecimento da Première Vision é, assim, encarado como um fator determinante para reforçar a visibilidade dos expositores nacionais e consolidar a sua presença nos mercados internacionais.

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