Maria Monteiro
A crise do custo de vida continua a afetar os consumidores em todo o mundo e o sector do luxo não deixa de ser atingido. Nos próximos seis meses, 53% dos consumidores a nível internacional planeiam cortar os gastos em bens de luxo e premium, de acordo com o PwC Consumer Insights Survey de 2023.
Seguidamente estão as viagens, em que (43% dos consumidores viajará menos), as atividades virtuais (com uma diminuição de 42%) e o calçado e a moda (41% dos inquiridos reduzirá as suas despesas).
O inquérito, que envolveu 9.180 consumidores em 25 países, reflete a intenção geral dos consumidores estarem dispostos a pagar mais por produtos sustentáveis: cerca de 8% disponibilizam-se a pagar mais por um produto produzido ou adquirido localmente; feitos com materiais reciclados, sustentáveis ou ecológicos (77%); ou produzidos por uma empresa com reputação de práticas éticas (75%).
Por outro lado, 49% dos inquiridos adia a compra de alguns artigos até que estejam com desconto e 40% deles utiliza plataformas de comparação de preços para encontrar alternativas baratas. Curiosamente a Geração X é a que mais mudou a sua rotina devido à inflação e 47% dos consumidores já começou a reduzir a despesa global, e os Millennials são os mais preocupados com a situação económica, mas ainda não implementaram estratégias específicas de poupança.
Além dos preços, a principal preocupação de 56% dos entrevistados é com a cadeia de abastecimentos: 30% veem filas mais longas e lojas mais movimentadas ao fazer compras; outros 26% dizem que isso afetou a disponibilidade do produto.
A tecnologia continua a ser uma preocupação e uma oportunidade. Por exemplo, à medida que o volume de compras online aumenta, os consumidores estão a ficar cada vez mais cautelosos com a privacidade dos dados. Quase metade (47%) diz estar muito preocupada ao interagir com empresas de redes sociais, com sites de terceiros ou portais de viagens (36%), de saúde (34%) e com empresas de consumo (32%).