Ana Rodrigues
Cerca de dois terços dos consumidores globais de moda desejam maior transparência sobre a proveniência das peças e mais de metade desses consumidores consideram interessantes as experiências de Realidade Virtual, provenientes da leitura de QR codes, segundo um estudo da Digital Consumer Behaviour.
Seis em cada dez compradores de moda em todo o mundo consideram a digitalização de um código QR para entender o cuidado adequado exigido pela roupa, pois potencia a longevidade da peça. Comparativamente com o ano anterior, registou-se um aumento geral nos níveis de conforto em relação aos triggers digitais em roupa.
O relatório destaca, ainda, o crescimento de experiências ligadas à Realidade Virtual e aos NFTs, principalmente entre os consumidores de moda. Nesse sentido, mais de metade dos entrevistados (51%) demonstrou interesse em criar um inventário digital do seu guarda-roupa e 47% dos compradores globais de moda estavam interessados em experiências virtuais. Por fim, mais de um terço afirmou que estaria disposto a comprar roupas digitais para as suas personagens nos jogos virtuais.
No sector do mercado de segunda mão, México (60%), EUA (50%) e Europa (50%) são os mercados mais abertos. O estudo revela também que, desde a pandemia, 29% do total de consumidores tornaram-se mais interessados em comprar em segunda mão e três em cada quatro compradores afirmam que o consumo de moda diminui devido aos aumentos dos custos de vida.
O relatório Digital Consumer Behaviour, da Avery Dennison em parceria com a GWI, teve como objetivo examinar as atitudes e comportamentos do consumidor e entrevistou mais de 6.300 compradores de roupas em sete países, incluindo os EUA, o Reino Unido, a China, a França, a Alemanha, o México e o Japão.