Ana Rodrigues
Quase um terço (31%) dos residentes da União Europeia consideram aceitável comprar produtos falsificados quando o preço do produto genuíno é muito alto. A tendência é especialmente clara entre os jovens entre os 15 e os 24 anos, segundo um estudo publicado pelo Gabinete de Propriedade Intelectual da União Europeia (EUIPO).
Segundo aquela fonte, mais de um em cada quatro jovens europeus afirmou ter comprado um produto falsificado nos últimos dois meses. Os dados revelam ainda que 13% dos inquiridos disseram que compraram alguns produtos falsificados de forma consciente no ano passado.
O estudo revela, porém, que o público está bem ciente dos riscos associados à distribuição de produtos e serviços falsificados: oito em cada dez europeus concordam que a falsificação apoia o crime organizado e prejudica as empresas e dois terços acreditam que os produtos falsificados podem ser perigosos para a saúde das pessoas.
Alguns dos entrevistados dizem entender a compra de produtos falsificados ou piratas e, até mesmo fazê-lo por conta própria, quando isso ocorre devido a fatores económicos.
De acordo com Christian Archambeau, diretor executivo do EUIPO, citado no comunicado de imprensa, o estudo confirmou “as mudanças positivas em termos de conhecimento e disponibilidade de conteúdos digitais de fontes legais”.