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As consequências da pandemia vão fazer com que o setor da moda não recupere os seus níveis de vendas pré-crise até o final de 2021, de acordo com um relatório da EY e do Boston Consulting Group. O estudo aponta ainda para o desaparecimento de cerca de 25% das empresas do setor e uma queda na faturação entre 35% e 40%, tal como avançam outros estudos congéneres.
Paralelamente, de acordo com o relatório, a situação pode tornar-se estrutural, uma vez superada a pandemia: “a atual estrutura de custos das lojas de moda não é viável”. Além disso, apesar das lojas fechadas e da situação de confinamento, as empresas de moda continuam a enfrentar uma série de custos operacionais – salários de funcionários, aluguéres e pagamentos a fornecedores.
Segundo o relatório, “esta situação está a gerar um grave problema de liquidez, agravado por altos níveis de stock. É necessário pensar a médio e longo prazos, pois o setor está a enfrentar uma alteração do modelo em que os hábitos do consumidor também mudarão”, diz o estudo.
O documento inclui uma série de medidas que as empresas de moda podem implementar em termos de locação de instalações comerciais, legislação do trabalho, horário de funcionamento de lojas ou questões tributárias – que deverão ser enquadradas no âmbito das diferenças de cada um dos países e das respostas que cada Estado encontrou para fazer face à pandemia.