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As vendas de produtos de luxo devem registar uma queda de entre 25% e 35% no final do ano de 2020, segundo consta de um relatório elaborado pela consultora Altagamma e Bain & Company – que indica também que o setor só recuperará os níveis pré-crise em 2023.
A queda das vendas dos produtos de luxo será de 35% no primeiro trimestre – o que indica que, se no final do ano esta percentagem se mantiver, esse será o cenário menos pessimista. O relatório Luxury Study 2020 Spring Update refere ainda que a recuperação se dará, mas transformará o setor em algo profundamente diferente daquilo que é agora.
O relatório diz que as vendas de produtos de luxo devem ficar entre 300 e os 320 mil milhões de euros em 2025, impulsionadas pelo consumo online e pela geração Z. Isso significaria um crescimento entre 2% e 3% em comparação com 2019. “A crise do coronavírus acelerou as mudanças no setor de luxo, especialmente o impulso ao canal online, que crescerá 25% em 2025”, disse Federica Levato, autora do relatório.
Bolsas e acessórios são as categorias que funcionam melhor online, diz o documento. “Duram mais, não mudam durante a temporada e o preço não é tão alto quanto outras categorias, como as joias”, explica Levato.
A consultora acrescenta que a China “é uma campeã em recuperação; os consumidores ainda querem comprar e voltar às lojas”. Em 2025, os consumidores chineses capturarão 50% do mercado de luxo.
O relatório acrescenta que as marcas do setor responderam “rapidamente” à crise, adaptando as suas estratégias, repensando o futuro e questionando aspectos do negócio, como o papel da rede comercial ou o relacionamento com os consumidores. Além disso, o estudo antevê a realização de várias operações de concentração: “muitas empresas não têm força suficiente para enfrentar a crise”.