Ana Rodrigues
O sector têxtil já sabia antecipadamente que o ano que agora findou seria especialmente desafiante e na Coelima by Mabera, que terminou 2023 com uma quebra de 25% no volume de negócios, o tempo é de ‘arregaçar as mangas’ e transformar as mais-valias estratégicas em novas fontes de negócio. No topo da lista das opções estratégicas que importa reforçar estão as exportações. Os EUA e Espanha representam 96% das vendas fora de portas. Canadá, Finlândia, Irlanda, Inglaterra, Suécia e Suíça são outros mercados de relevo.
É neste contexto que se inscreve a presença da empresa na Heimtextil, que decorre já entre 9 e 12 de janeiro. Após uma ausência de dez anos, “queremos trazer aos nossos clientes as memórias de anos de longas e frutíferas parcerias com a Coelima, restaurando a confiança que sempre norteou a nossa forma de fazer negócios”, explicou Isa Rodrigues, diretora de Design, Desenvolvimento e Inovação, em declarações ao T Jornal.
“Precisamos de ter um volume de negócios em que a nossa estrutura não consuma mais que 12% do negócio. Isto consegue-se de duas formas: aumentar volume de negócios ou diminuir a estrutura, ou reestruturar a estrutura”, esclareceu Rui Pereira, diretor geral da nova Coelima, em entrevista ao ECO. No entanto, o objetivo é crescer e manter os postos de trabalho e, portanto, a última opção não consta nos planos, ainda que depois de um primeiro ano marcado de esforço para conquistar a confiança, a crise do sector em 2023 tenha ditado um arrefecimento nos negócios, que já começavam a dar sinais de recuperação.
Desde a aquisição, a empresa conhecida pelos têxteis-lar está focada na criação de novas áreas de negócio e a recorrer à subcontratação para realizar algumas tarefas, como os acabamentos: uma das grandes apostas é o sleepwear.
Apesar desta não ser a principal área de negócio, a Coelima tem conseguido bons resultados com a venda destes produtos nos Estados Unidos e, no ano passado, já conseguiram “colocar esse produto em Inglaterra e Irlanda”.
Na lista de novos produtos constam ainda produtos para animais, toalhas de mesa e produtos sustentáveis, produzidos com corantes naturais, produtos orgânicos, fibras sustentáveis, como cânhamo ou linho. Ofertas essas que, para além das vias tradicionais, estão também disponíveis na sua nova aposta: os novos canais de distribuição, como é o site que pretende chegar a novos clientes.
As previsões para 2024 começam positivas: “Temos já uma visão do primeiro trimestre, em que vamos recuperar 20% face ao período homólogo e a nossa coleção de mercado interno cresceu para o dobro da previsão de vendas”, salientou o diretor geral.