27 abril 26
Inovação

Bebiana Rocha

CITEVE mostra robótica, bioeconomia e circularidade na Techtextil/Texprocess

Há 20 anos que o CITEVE marca presença na Techtextil/Texprocess e, nesta edição, voltou a afirmar-se nos dois principais palcos de inovação têxtil com a apresentação dos resultados de três grandes projetos: Texp@ct, Be@t e GIATEX.

Cristina Castro, responsável de relações públicas do Centro Tecnológico, destacou ao T Jornal os prémios alcançados, que estiveram em evidência nos dois stands do CITEVE ao longo das feiras.

Na Texprocess, um dos grandes destaques foi o robô capaz de coser dois materiais leves, com demonstrações ao vivo a decorrer de forma contínua. No mesmo Hall 8.0, a Mind Technology apresentou o potencial desta tecnologia aplicada à recolha de peças após o corte, criando uma sinergia evidente: a empresa assegurava o corte dos moldes de uma tote bag, que depois eram unidos no stand do CITEVE.

Já no stand da Techtextil, localizado no Hall 11.1, decorreram várias fast talks ao longo dos quatro dias. “Falámos do passaporte digital de produto, da gestão eficiente da água e de acabamentos biobased”, enumerou Cristina Castro, sublinhando a diversidade dos temas abordados. O objetivo passou por mostrar, a nível internacional, os avanços alcançados em Portugal em áreas-chave como a gestão da água, a circularidade dos têxteis, a automatização, a digitalização, a bioeconomia, bem como a transparência e rastreabilidade do produto.

Ainda neste espaço, esteve em destaque um exemplo de aplicação da pasta biológica desenvolvida no âmbito do projeto Be@t, numa colaboração entre a Lameirinho, o CITEVE e o CeNTI. Num vídeo partilhado nas redes sociais durante a feira, Augusta Silva, investigadora do CITEVE, explicou que esta pasta integra cinzas provenientes da caldeira de biomassa da têxtil-lar, bem como cascas de pinheiro e podas de videira.

“Mais do que um showcase de tecnologia, a presença do CITEVE em Frankfurt serviu para afirmar a capacidade de inovação e a resiliência da indústria têxtil portuguesa. Ao longo de quatro dias, tornou-se claro que o caminho para a competitividade passa, inevitavelmente, por estratégias de união”, conclui Cristina Castro.

Para além da presença nos stands, o CITEVE teve também uma participação ativa nos palcos de conferências da feira. António Braz Costa, diretor-geral, esteve fortemente envolvido na moderação de vários painéis e eventos paralelos, reforçando a ideia de que Portugal tem capacidade para responder a muitos dos desafios atuais. A sua mensagem destacou, de forma consistente, a importância da parceria – em particular entre fabricantes de máquinas e produtores têxteis – como um eixo estratégico emergente para posicionar a produção europeia no contexto global.

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