05 fevereiro 26
Empresas

Bebiana Rocha

Casa da Malha: “Acreditamos que a indústria deve ser colaborativa”

“É na colaboração, proximidade e flexibilidade que Portugal se destaca”, afirma a Casa da Malha, que termina hoje a sua participação na Première Vision Paris. A empresa levou ao certame desde jerseys e felpas básicas em algodão orgânico até malhas com estruturas mais complexas e especiais, desenvolvidas com fibras emergentes.

“Acreditamos que a indústria deve ser colaborativa”, reforça, dando como exemplo as várias parcerias que tem vindo a desenvolver. Entre as novidades apresentadas destaca-se a colaboração com a Spiber para o desenvolvimento de uma malha 100% Brewed Protein, bem como uma cápsula em CleanBamboo, desenvolvida em parceria com a PLNTmatter, Acatel e Silsa.

Cláudia Costa, do departamento de desenvolvimento, aponta ainda como novidade malhas desenvolvidas com poliéster reciclado que incorporam a tecnologia CarbonSmart. “Esta tecnologia utiliza fermentação biológica para converter CO₂ e outros gases residuais industriais em etanol 100% de carbono reciclado, utilizado na produção de poliéster”, explica.

A responsável destaca também dois projetos estratégicos: o Passaporte Digital do Produto, que a empresa já consegue apresentar através da leitura de um QR Code, permitindo aceder à localização de todas as etapas produtivas, bem como a dados relativos a consumos de energia, água, químicos e emissões; e a Criação Digital de Produto, através da digitalização das malhas com recurso às ferramentas da DMIx.

“O nosso objetivo é disponibilizar uma biblioteca com os nossos produtos, permitindo um workflow de criação de malhas digitais para as marcas com que trabalhamos, eliminando a necessidade de grande parte das amostras físicas e reduzindo significativamente o tempo associado ao seu desenvolvimento.”

Com esta participação na Première Vision, que tem como tema o savoir-faire, a Casa da Malha consolida-se como um exemplo de conhecimento técnico, saber-fazer e inovação.

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