A Burel Factory apresentou no passado dia 22 de abril, na loja da marca em Lisboa, a Burel Factory Spatial Solutions, uma iniciativa que pretende aproximar o público das aplicações do burel na construção, arquitetura e design de interiores.
“2026 marca o reforço da Burel nestas áreas, com o lançamento da Burel Factory Spatial Solutions, que visa colmatar a necessidade crescente sentida por responsáveis por soluções de conforto acústico, integração entre design e performance técnica, materiais naturais e sustentáveis e espaços de trabalho e hospitalidade mais humanizados”, contextualiza a empresa em comunicado.
Desde 2010, a Burel Factory tem vindo a demonstrar o potencial desta matéria-prima histórica, tendo surgido o primeiro grande desafio em 2011: revestir as instalações interiores da nova sede da Microsoft em Lisboa, num total de “2500 m² de parede com burel bordado à mão”, recorda a empresa. Foi precisamente este projeto que permitiu ao casal Isabel Costa e João Tomás adquirir o espólio da insolvente Lanifícios Império, incluindo algumas máquinas do século XIX, que ainda hoje se encontram em funcionamento.
Ao longo destes 15 anos, os pedidos têm vindo a crescer de forma consistente, somando já centenas de projetos. Com a crescente notoriedade, surgiu também a necessidade de fundamentar cientificamente as propriedades do burel e, por isso, em parceria com o ITECONS e a Universidade de Coimbra, a Burel Factory certificou o burel como material de construção. Foram ainda desenvolvidos vários estudos e ensaios sobre as suas propriedades acústicas, térmicas, hidrofugantes e ignífugas, bem como sobre diferentes soluções de produto — cortinas com contraplacado e espuma, sistemas com caixa de ar e soluções com pontos 3D.
“Estas soluções representam hoje 20% da faturação total da marca”, sendo objetivo da empresa manter esta trajetória de crescimento, com foco especial nos segmentos de hospitality e corporate.
“Cortinas, biombos, paredes, painéis, tetos e mobiliário, tudo é possível”, afirma a empresa na apresentação partilhada com o T Jornal, destacando como exemplos de projetos o Banco BPI em Lisboa, a Radiohouse, o Music Conservatory em Copenhaga e a Cervejaria dos Clérigos.
“Apesar de cerca de 90% do mercado da BFSS ser ainda nacional, o crescimento externo é notável, em especial nos países nórdicos”, conclui.