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O já tradicional cruzamento entre a produção do grupo Burel Factory e a arquitetura – recentemente consubstanciado na criação de uma nova marca, a Burel Architeture – está a dar cartas no segmento do luxo, com as empresas especializadas a chamar a atenção para as suas infinitas qualidades em termos de decoração.
“Se há material que ainda está longe de ter mostrado todo o seu potencial é o burel, oriundo das montanhas portuguesas e matéria-prima para o atelier Burel Architecture. O material, resgatado do quase esquecimento e bancarrota, é usado nos interiores em tetos, paredes, azulejos e tapetes, usando as suas qualidades: aquece e permite melhor acústica”, refere a Avenida, a nova newsletter para assinantes do jornal digital ECO dedicada ao luxo.
A sede da Microsoft Portugal , o Museu do Dundo (Angola), os escritórios da Deloitte (Lisboa) e a Cidade do Futebol da FPF (Oeiras) são alguns de edifícios que utilizam o burel na sua decoração. O atelier tem desenvolvido projetos de interiores em unidades hoteleiras, mas também em lojas (como a Salsa, em Madrid), participou no surf design show e tem um novo diretor criativo, Rui Tomás.