Bebiana Rocha
O CeNTI inaugurou hoje as suas novas instalações na presença de importantes figuras do sector e da política nacional. Durante o seu discurso de abertura, António Braz Costa, diretor geral, deu conta da história do Centro de Nanotecnologia, das suas áreas de atuação, mais valias e terminou com a necessidade de construção de um segundo edifício.
“Quem já conhece as instalações sabe que está cheio como um ovo. O edifício já não tem mais por onde esticar, é preciso começar a pensar num novo edifício”, disse, confiante no futuro. Apesar de uma “pequena unidade”, o CeNTi regista desde 2008 até hoje 270 pedidos de patente, 59 delas concedidas. António Braz Costa, conta que os números venham a crescer de forma considerável no decorrer do próximo ano, fruto dos projetos que têm em mãos das agendas mobilizadoras.
Durante toda a intervenção, o dirigente mostrou-se orgulhoso do percurso traçado e da capacidade do Centro se manter ao lado da indústria. “Nós acreditamos e agora temos a certeza que a nanotecnologia é uma coisa útil para as empresas industriais. Como viram aqui os laboratórios são à escala pequena mas depois temos instalações piloto para trabalhar à escala da indústria”, acrescentou.
Segundo o próprio, a relação com a indústria deve estar assente num preço justo e em rapidez, porque “a indústria não espera”, mas também na resposta a necessidades concretas: “foi um centro criado para a indústria que temos, com todos os materiais e não só semi condutores, plásticos ou medicina”, frisou. No CeNTI trabalha-se química verde, materiais funcionais, uma nova geração de compósitos que possam ser reciclados, eletrónica impressa, energia, sistemas embebidos, e muitos outros, sempre orientados para a bioeconomia, descarbonização e alta performance.
A apresentação serviu também para dar conta da proximidade com as universidades, os desafios enfrentados pelo caminho, a faixa etária dos trabalhadores. “A faixa etária mais larga é a dos 20-29, temos alguns licenciados, a maioria são mestres, e depois temos uma percentagem confortável de doutorados. Sentimos uma necessidade constante de juntar gente”, concluiu.