Bebiana Rocha
A Bordal apresentou, no passado mês de maio, o potencial contemporâneo do Bordado da Madeira na Hungria, no âmbito da 23.ª edição da Exposição Internacional de Renda da Fundação da Renda Halasi.
A participação incluiu uma exposição que não se limitou à apresentação dos bordados em si, integrando também explicações sobre o processo de produção, imagens da fábrica e um vídeo institucional. A iniciativa procurou evidenciar o lado vivo do bordado e as mãos que o criam.
“A exposição permitiu mostrar ao público húngaro a autenticidade da nossa fábrica e do saber fazer manual”, referiu a Bordal no seu site, sublinhando que a participação constituiu uma oportunidade para reafirmar a sua posição como embaixadora da cultura têxtil portuguesa.
Durante o evento, a Bordal teve ainda a oportunidade de ver desfilar a coleção Natureza Vestida em Fio, inspirada em elementos naturais da Madeira, como flores, floresta e mar. O mesmo desfile integrou igualmente criações em renda Halasi, da estilista húngara Tünder, num diálogo criativo que evidenciou a possibilidade de intercâmbio cultural entre tradições têxteis distintas.
A exposição foi organizada pela Fundação Pública da Renda Halasi.
A título de curiosidade, a Embaixada da Hungria em Lisboa assinalou nas redes sociais a existência de uma ligação histórica entre a Madeira e a renda Halasi, associada a Carlos IV, o último rei da Hungria. “O Museu da Renda de Kiskunhalas exibe a bolsa de renda que foi feita como presente de casamento para a coroação de Carlos IV e da Rainha Zita em 1916, há cerca de 110 anos. O último rei húngaro passou os últimos meses da sua vida na ilha da Madeira e aí faleceu em 1922”, refere a publicação.