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O grupo têxtil Bimba y Lola assume uma estratégia de crescimento, que passa também pelos mercados internacionais – e para a qual precisa de financiamento. Num primeiro momento, os seus responsáveis ponderaram a entrada de um novo sócio que, através de um aumento de capital, pudesse trazer ativos financeiros para dentro da empresa. Mas as negociações não correram bem e, segundo a imprensa espanhola, a Bimba y Lola vai agora entrar no mercado de capitais.
A empresa, que fechou o ano de 2017 com um volume de negócios muito próximo dos 181 milhões de euros e lucros de 33,5 milhões, tentou ganhar força financeira com a venda de 70% do seu capital, segundo conta o jornal La Voz de Galicia, mas nenhuma oferta chegou aos 400 milhões de euros exigidos pelas irmãs Dominguez, proprietárias da empresa.
A opção do mercado de capitais esteve sempre em cima da mesa, mesmo antes de a família proprietária ter entregue o negócio da venda à Morgan Stanley. Analistas citados pelo jornal consideram a opção muito válida, e dão como exemplo a Adolfo Dominguez – de menor dimensão que a Bimba y Lola, mas com um percurso bolsista muito positivo.
A Bimba y Lola tem presença em 26 países, entre os quais Portugal. “O primeiro pilar do plano de desenvolvimento é acelerar a internacionalização. O novo plano estratégico visa fortalecer a presença na Europa, América Latina e Ásia, especialmente em países com grande potencial, como Itália, França ou México”, explica fonte oficial da empresa citada pelo La Voz de Galicia.