08 janeiro 24
Sustentabilidade

Bebiana Rocha

be@t: relatório de sustentabilidade mostra o estado da arte

O primeiro Relatório de Sustentabilidade do be@t já se encontra disponível para consulta no site oficial do projeto. Desenvolvido pelo CITEVE, em colaboração com 77 empresas dos vários subsectores, o documento pretende servir como um retrato quantitativo do sector em matéria de sustentabilidade.

Destaque merecem também iniciativas sustentáveis adotadas ao longo dos anos 2019 e 2022. “Nos últimos dez anos, o STV português reagiu de forma excelente à demanda dos mercados de produtos com diferenciação nos níveis de sustentabilidade e soube lidar com o facto de os referenciais nesta matéria serem fortemente deslizantes, trazendo a cada ano novas exigências”, diz António Braz Costa, diretor-geral do CITEVE, em nota introdutória.

“Os anos de referência para a elaboração deste relatório são muito especiais pelo facto de iniciarem num ano de recordes de volumes de negócios e de exportações, atravessar o período de pandemia com o natural abaixamento de atividade em 2020 e terminar com dois anos de novos recordes de sempre”, chama ainda à atenção o responsável.

O relatório começa com uma breve apresentação do projeto be@t, seguida por uma caracterização do sector, dos processos têxteis e caracterização da amostra. As 77 empresas consideradas, que no conjunto empregam mais de 11,9 mil trabalhadores, foram divididas para uma melhor organização dos dados em seis tipologias: processos de fiação, tecelagem, tinturaria e acabamentos; processos de tricotagem e tecelagem; processos de ultimação, que incluem tinturarias e acabamentos, estamparia e lavandaria; processos de corte e confeção; empresas verticais e outras atividades, onde se incluiu os têxteis-lar; e, por fim, outros processos onde estão a laminagem e bobinagem.

Entre os vários indicadores observados na recolha estão, por exemplo: a evolução da aplicação de técnicas de sustentabilidade nos processos de fabrico: em 2019 58% deste universo de empresas integrava práticas como eco design, eco engenharia e digitalização, em 2022 a percentagem já tinha subido para 70%.

Constam também: a evolução no uso de plástico e eficiência dos materiais; percentagens de redução do consumo de químicos ou substituição dos mesmos; aposta em certificações; controlo das emissões de CO2; evolução da eficiência energética, gestão de resíduos, águas e efluentes; e capacitação de trabalhadores. Neste último, o relatório dá conta de um aumento significativo de 44 771 horas em 2019 para 84 968 horas em 2022.

Em nota conclusiva, Braz Costa afirma que o “CITEVE manterá o momentum de suporte ao STV para a necessária mudança, designadamente a que resulta da verdadeira revolução imposta pela ‘Estratégia Europeia para a Moda Sustentável e Circular’. O relatório completo está acessível aqui.

Partilhar