Cláudia Azevedo Lopes
Foram essencialmente clientes portugueses, mas também alguns franceses e alemães, a visitar o stand da BeiraLã, a empresa portuguesa produtora de tecidos para fatos, que após um hiato de alguns anos, regressou agora ao MODTISSIMO com o objetivo de se reaproximar dos clientes do mercado nacional.
Clientes esses que há uns anos haviam trocado a produção portuguesa por mercados mais longínquos e que agora regressam a Portugal, criando novas oportunidades e possibilidade de crescimento para a empresa em território nacional.
Para o maior salão têxtil da Península Ibérica, a empresa, que já conta com mais de 30 anos de vida, sempre no seio da mesma família, apostou na oferta sustentável, presente não só nos tecidos em 100%, mas também nas misturas de lã com algodão e de lã com poliéster reciclado.
“A lã é um produto sustentável por si só, porque para além de ser de qualidade e durável, é uma fibra natural e que tem de ser retirada da ovelha, senão ela não consegue viver”, garante Jean Marc Delimbeuf, comercial director da empresa, que acrescenta também que esta fibra é ideal para todas as estações, o que atesta ainda mais para a sua sustentabilidade.
“Muita gente quando pensa em lã pensa logo no inverno, mas como é uma fibra natural também pode ser usada no verão. Aliás, nos países árabes, a lã é muito utilizada no verão e lá as temperaturas são muito mais elevadas do que aqui”, explica.
Contentes com a mudança para a Exponor – “onde é mais feira”, confessa o diretor comercial – e satisfeitos com o ambiente geral e com os negócios da feira, para 2022 a BeiraLã espera que o regresso da produção a Portugal seja o impulso que a indústria nacional precisa para voltar à rota ascendente que vinha a registar em tempos pré-covid. “É uma grande oportunidade, que seja para ficar”, espera.