Maria Monteiro
Após três dias de trabalho no âmbito do programa ‘beat by be@t’, uma iniciativa do CITEVE e do BCSD Portugal, Braz Costa, diretor-geral do centro de investigação, defendeu que “a junção da indústria com a juventude, a criatividade e as ideias disruptivas é fundamental para o sector do têxtil e do vestuário”.
Na sua intervenção, o responsável pelo centro tecnológico e de investigação do sector apontou ainda que “precisamos de gente jovem e novas formas de pensar para assegurar o futuro”, e o programa visa precisamente isso: “estimula o aparecimento dos novos talentos para ajudar a dar um impulso imprescindível ao futuro da indústria”, disse.
Inovação, sustentabilidade, cumprimento das metas do Acordo de Paris sobre o clima e o Pacto Ecológico Europeu são as prioridades do ‘beat by be@t’, que inclui formação, mentoria e workshops, estando dividido em dois módulos especializados: debate de ideias e aceleração.
Os vencedores da primeira fase, que vão ser conhecidos a 29 de março, irão integrar a segunda fase do programa – o beat by be@t Aceleração, que começa no a 10 de abril, onde irão colaborar diretamente com as empresas para desenvolver projetos inovadores têxteis, durante sete meses.
Durante estes sete meses, as equipas vencedoras terão acesso a workshops/webinars, sessões de formação em temas transversais à sustentabilidade, mentoria individual e personalizada com especialistas do sector, possibilidade de os projetos desenvolvidos serem objeto de estudo de caso, ou serem apresentados a estudantes das universidades parceiras do be@t e bolsa de benefícios.
Apoiado pelo PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, e pelos Fundos Europeus Next Generation EU com 71 milhões de euros, o projeto be@t – Bioeconomia na Indústria Têxtil é operacionalizado através de um consórcio liderado pelo CITEVE e representa um investimento global de 138 milhões de euros na mudança do paradigma do sector.