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Para o CEO da Organic Cotton Accelerator (OCA), é preciso inverter uma das lógicas que está associada à sustentabilidade: as matérias-primas que são boas para a desaceleração dos impactos climáticos sobre o planeta são invariavelmente as mais caras quando entram na cadeia produtiva. Na sua perspetiva, não tem de ser assim.
A OCA, organização com sede em Amsterdão que trabalha com agricultores para promover a transição para a produção sustentável de algodão tem a chave da transformação: “economia circular e agricultura orgânica têm conceitos e princípios semelhantes”, sendo por isso necessário “coloca-los a falar uns com os outros”, refere em entrevista ao jornal online espanhol Modaes.
Para Bart Vollaard, o segredo está, portanto, na ligação direta entre fornecedores e clientes que estejam alinhados na área da sustentabilidade. “Acontece cada vez mais, mas ainda não é suficiente. É preciso unir as marcas e as grandes empresas do retalho têxtil diretamente com os produtores de algodão orgânico da Índia e do Paquistão. Isso deve ser feito para promover a transparência, mas também para garantir que, no final da cadeia de fornecimento, essas marcas e retalhistas partilham e recompensam práticas sustentáveis desde a origem.
Vollaard chama a atenção para que a transparência da cadeia de valor deve ser óbvia para o consumidor final: “os consumidores querem algodão orgânico e, ao comprá-lo, querem ter certeza de que foi produzido organicamente”. E se há um sistema de certificação já instalado, isso não chega, na opinião de Bart Vollard: é preciso que os consumidores tenham a certeza que a certificação implica um desenvolvimento harmonioso de todos os elos da cadeia. “Não se concentrem apenas na etiqueta”.