Bebiana Rocha
Com um prazo extremamente curto de apenas quatro dias, a Sidi, empresa sediada em São Salvador do Campo, Santo Tirso, conseguiu dar vida à sweater da Zara que o cantor Bad Bunny vestiu no concerto do intervalo do Super Bowl, no passado dia 8 de fevereiro, na Califórnia.
O processo de produção da peça foi feito integralmente em Portugal, desde a malha, ao corte, incluindo também os acessórios, o tingimento, o acabamento, entre outras etapas. Este é um exemplo claro de que Portugal possui verdadeiramente um cluster têxtil e que a proximidade entre as empresas e a colaboração entre os parceiros é fundamental.
Diana Costa, CEO, afirma em declarações ao T Jornal esta quarta-feira que “todos os nossos fornecedores são portugueses, de qualidade máxima e certificados. Todos merecem o nosso agradecimento”. Por motivos de confidencialidade, não poderam revelar os nomes.
Para a sweater foi utilizada felpa americana 100% algodão orgânico certificada GOTS, numa tonalidade branca suave, alinhada com a cor Pantone do ano – Cloud Dancer. Ontem, a peça tornou-se viral na imprensa e nas redes sociais, com múltiplas partilhas ao longo do dia, colocando o made in Portugal nas bocas do mundo.
Na sweater, foram estampados o número 64, em referência ao ano de nascimento do cantor, e o apelido “Ocasio”, em homenagem à mãe, Lysaurie Ocasio. Bad Bunny deixou ainda uma mensagem de agradecimento à equipa: “Pelo tempo, pelo talento e pelo coração que puseram nisto.”
Além da peça usada pelo artista, foram produzidas mais 1.620 sweaters, sendo mil delas numeradas. Sabe-se que a Zara também vestiu os bailarinos, a banda e a orquestra do concerto.
A SIDI integra um grupo maior, composto também pelas empresas Polivex e Spox, empregando um total de 140 colaboradores. O grupo Inditex é apenas um dos clientes com quem a SIDI trabalha há vários anos, numa relação de grande confiança.
A equipa está motivada com o resultado e com a visibilidade alcançada. Diana Costa destaca que esta é uma “visibilidade muito boa”: se conseguirem novos clientes e encomendas, ótimo, mas continuarão a trabalhar com os “pés na terra”, garantindo qualidade e sigilo. “Podem contar connosco para mais projetos deste tipo”, conclui.