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O presidente da ATP considera que um Orçamento de Estado que não aposte no crescimento económico é mau para o sector têxtil e as empresas portuguesas em geral, que ficariam melhor servidas se o país tiver que ir para eleições antecipadas. “É mau para o país ter um Orçamento do Estado que não esteja alinhado com o crescimento económico. Prefiro eleições antecipadas e a tentativa de formação de uma maioria estável”, diz Mário Jorge Machado.
Considerando que a proposta do Governo foi “feita com base em negociatas” e unicamente na tentativa de acomodar vontades suficientes para passar na Assembleia da República, o representante do setor têxtil destaca aquilo a que chama “a rigidificação das leis do trabalho”, que considera contrária à rota do desenvolvimento e da criação de riqueza.
O Orçamento do Estado para 2022 estará em votação na generalidade esta tarde na Assembleia da República e o cenário que está em cima da mesa – se nada suceder até à hora da votação – é o seu chumbo, com os votos contrários de toda a direita parlamentar, a que se acrescentarão votos no mesmo sentido do PCP e do Bloco de Esquerda.