11 maio 23
Economia

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ATP ‘explica’ a Costa Silva os três pilares do subdesenvolvimento

Mário Jorge Machado, presidente da ATP, aproveitou um encontro com o ministro da Economia, António Costa Silva, para chamar a atenção para os três grandes problemas que as empresas enfrentam: a política laboral, a fiscalidade e a morosidade dos tribunais. Nenhuma novidade, portanto – e por isso matérias prioritárias.

Para Mário Jorge Machado, uma coisa é o entendimento do ministro da Economia – “que tem toda a consciência da existência destes problemas” – outra bem diferente é a noção da realidade do executivo em geral: “há o país real e há a bolha política da capital, que não tem a noção do que é esse país real”.

É nesse quadro que passa a ser difícil dar a entender algo de tão simples como isto: “são precisas políticas pró-empresas em todas aquelas três áreas, uma vez que é isso que é isso que trará uma série de benefícios”, entre eles a criação e manutenção de mais e melhor emprego, uma distribuição mais equilibrada da riqueza e a fixação da população nas regiões. Nada que obrigue a um conhecimento teórico profundo em qualquer área das ciências humanas – onde a Economia se inscreve.

Com o PRR a sair diretamente e em larga percentagem para a economia social e para o sector do Estado”, “o crescimento português vai ser medíocre pelo menos até 2027”, como chamam a atenção algumas instâncias internacionais. “Como têm sido até aqui, com as mesmas políticas, os resultados vão ser diferentes? Não!”, conclui o presidente da ATP em declarações ao T Jornal.

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