15 setembro 22
Economia

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ATP exige fixação administrativa do preço do gás

A fixação administrativa do preço do gás é a forma mais simples e democrática – uma vez que incidiria sobre toda a economia – de o Governo apoiar as empresas nesta fase de descontrolo internacional do preço das energias, disse Mário Jorge Machado, presidente da ATP.

E as contas estão feitas, acrescentou: o ‘preço certo’ são 80 euros por MG/W, como consta da proposta da federação europeia Euratex, já apresentada à Comissão Europeia e que ainda não mereceu qualquer resposta da cúpula política da União.

Mário Jorge Machado chamou a atenção, em entrevista ao programa Negócios da Semana, da SIC Notícias, que “estamos numa economia de guerra e as empresas que não estão no mercado regulado estão a pagar os custos dessa guerra”.

Neste contexto, é uma exigência de gestão que o Governo se decida por aumentar o plafond de apoio a cada empresa – no que tem a ver com as faturas do gás – dos atuais 400 mil euros até aos dois milhões (e para isso já tem o acordo da União, recordou); e ao mesmo tempo que aumento direto dos atuais 30% do excesso das faturas para 70%. Neste último capítulo, a decisão do Governo, que se espera para hoje, 15 de setembro, deverá ir até aos 40%, ficando por isso muito longe do que a fileira têxtil considera necessário.

Mário Jorge Machado explicou mais uma vez que a exigência de gestão tem a ver com um fator simples e mensurável: se o apoio às empresas não foi feito, o Estado gastará muito mais recursos para financiar os desempregados que resultarão das mais que previsíveis falências.

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