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“Para não haver qualquer tipo de atrasos no apoio ao investimento e às empresas”, “a ATP espera que haja uma continuidade das equipas do Ministério da Economia” numa altura em que “são críticos os prazos a cumprir em termos da gestão dos fundos comunitários”, disse ao T Jornal Mário Jorge Machado, presidente daquela estrutura associativa.
Se isso suceder – e não há expectativas de que venha a ser ao contrário – Mário Jorge Machado considera que, “pelo menos em teoria, não se prevê que venham a acontecer quaisquer atrasos nestas áreas, até porque o governo continua em funções”. Mais ainda, “o que acaba por ser bom”, “este governo antecede o seguinte que será semelhante”, sendo por isso altamente improvável que as equipas técnicas que assessoram os ministros “venham a sofrer mexidas sensíveis”.
“Na prática, pode ser que as coisas aconteçam de forma diferente”, mas Mário Jorge Machado não alinha com as preocupações decorrentes da necessidade de repetir as eleições no círculo da Europa manifestadas por outros líderes associativos. De qualquer modo, reforça, “não é espectável que o novo governo incorpore um novo ministro que decida mudar tudo quando chegar ao Ministério”.
De qualquer modo, disse ainda Mário Jorge Machado, há ainda o problema da aprovação do Orçamento do Estado, que também vai atrasar face ao adiamento da tomada de posse do novo governo. Mas nada indica que daí possam surgir problemas de monta em termos da gestão corrente dos mecanismos – já muito ‘oleados’ – de apoio à atividade empresarial.