09 novembro 23
Arte Têxtil

Ana Rodrigues

Arte de bordar o crivo aprovada como património nacional

A arte do bordar o crivo já é património nacional. A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) aprovou a inscrição da “Arte de Bordar o Crivo em São Miguel da Carreira” no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) – dado ser um elemento fundamental da memória coletiva.

A DGPC explicou, em comunicado, que o bordado de crivo é uma arte têxtil com particular expressão no sudeste do concelho de Barcelos, sobretudo na freguesia de São Miguel da Carreira, sendo historicamente tributária dos antigos linhares que pontuavam os campos desta região, já que são de linho os panos sobre o qual é executado o crivo.

“As bordadeiras de crivo são um elemento fundamental da memória coletiva e da história local das povoações do concelho de Barcelos, dado que este ofício têxtil ocupou uma boa parte das mulheres destas freguesias, de premeio com outras ocupações”, refere, ainda, o documento.

Tradicionalmente, o bordado de crivo é muito utilizado no têxtil-lar, assim como em contexto religioso na decoração de toalhas de altar ou de batizado, tentando-se recentemente novas abordagens em peças de vestuário. Atualmente, apenas quatro bordadeiras de três unidades produtivas artesanais certificadas dominam todas as fases de produção do bordado de crivo.

Para inverter esta situação, a câmara de Barcelos avançou para o processo de inscrição no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, contribuindo assim para o estudo e registo desta prática e para a implementação de medidas de salvaguarda que garantam a sua viabilidade futura.

Partilhar