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Com a maioria dos clientes em França, mas com uma carteira já considerável em Inglaterra, Alemanha, Dinamarca e Suécia, a Apparelx é um dos poucos fabricantes de chapéus na Europa e um dos únicos quatro produtores portugueses, pelo que a empresa espera “um grande crescimento” para os próximos anos.
A empresa começou a laborar no mercado do vestuário, mas o seu atual responsável, Vítor Torres, apercebeu-se rapidamente da saturação da oferta e decidiu apostar num segmento menos condicionado pelo ‘tráfego’: o rebranding da empresa de Moure, Barcelos, inicia-se em 2019, no período pré-pandemia.
“Foi nessa altura que iniciei o processo de rebranding que, para além de uma mudança no nome da empresa para algo mais internacional, implicou uma alteração do produto base a confecionar: de vestuário sportswear para chapéus”, explica Vítor Torres ao T Jornal.
“Já tínhamos a logística montada, uma fábrica com corte a laser, bordados e linhas de produção altamente otimizadas. Quando surgiu a possibilidade de dar às nossas funcionárias formação na HF Almeida, não hesitei. Se as marcas de luxo produzem roupa em Barcelos, porque não fazem chapéus também?”.
A mudança permitiu a aposta na internacionalização, que é para continuar, e na produção de chapéus de gama média-alta. ”Estamos a falar de cerca de 200 chapéus por dia o que, tendo em conta que fazemos modelos de raiz com muito detalhe e pormenor técnico, é excelente”, afirma Vítor Torres.