29 abril 26
Logística

Bebiana Rocha

APLOG impulsiona debate sobre transparência e circularidade no têxtil

Hoje, falar de cadeias de abastecimento já não é apenas falar de eficiência e custos – é falar de responsabilidade, resiliência e criação de valor sustentável. Foi precisamente a partir desta premissa que a APLOG – Associação Portuguesa de Logística promoveu, no passado dia 22 de abril, o evento anual “Têxtil do Futuro”, integrado na Empack – Logistics and Automation Porto, na Exponor. A edição deste ano foi dedicada aos desafios do crescimento sustentável no sector.

A sessão de abertura esteve a cargo de Ana Esteves, vice-presidente da APLOG, que sublinhou que “vivemos uma fase de transformação estrutural marcada por três vetores incontornáveis: sustentabilidade, circularidade e digitalização das cadeias de abastecimento”. Segundo a responsável, estes “não são apenas conceitos orientadores, mas cada vez mais requisitos operacionais e estratégicos para a competitividade das organizações”, recordando ainda que o sector têxtil e vestuário se encontra no centro desta mudança, tanto pela sua relevância económica como pelo seu impacto ambiental.

O encontro teve como principal objetivo criar um espaço de reflexão sobre os desafios e as oportunidades que irão moldar o futuro da indústria têxtil e vestuário portuguesa. Ao longo da tarde, diferentes painéis e intervenientes abordaram temas como a crescente pressão regulatória, a evolução das expectativas dos consumidores, a necessidade de maior transparência e rastreabilidade, bem como a redefinição dos modelos de negócio. Em destaque estiveram ainda o papel do passaporte digital de produto, as implicações do fim da destruição de têxteis e os novos modelos assentes na reutilização e reciclagem.

“Num contexto em que o sector enfrenta uma crescente pressão para adotar práticas mais sustentáveis, tornou-se evidente a necessidade de alinhar o crescimento económico com a responsabilidade ambiental e social. O evento destacou-se como uma plataforma para explorar soluções, partilhar casos de sucesso e fomentar o debate entre os diferentes agentes do sector”, contextualiza a organização.

A encerrar a sessão de abertura, Ana Esteves reforçou a importância da colaboração entre associações, empresas, centros de inovação e organismos públicos, defendendo que só através de um esforço conjunto será possível acelerar esta transição de forma bem-sucedida.

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