25 setembro 25
Sustentabilidade

Bebiana Rocha

APA e CCDR-N destacam desafios e oportunidades da reciclagem têxtil

No passado dia 23 de setembro, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) marcaram presença no evento promovido pela Lipor sobre reciclagem de resíduos têxteis e circularidade no setor têxtil e vestuário (STV).

Mafalda Mota, da APA, apresentou uma linha cronológica com os principais avanços na implementação da responsabilidade alargada do produtor (RAP). Durante a sua intervenção, destacou o prazo disponível para colocar o RAP em prática — 30 meses — e especificou os produtos abrangidos. Explicou ainda como funciona atualmente a criação de uma entidade gestora e que deve estar associada uma entidade produtora do produto.

Rui Fonseca, da CCDR-N, trouxe números que evidenciam os desafios da gestão de resíduos urbanos e a elevada taxa de deposição em aterros, apontando a necessidade de reforçar a recolha seletiva.

Em 2022, 55% dos resíduos foram depositados em aterro, sendo o objetivo reduzir este valor para 10% até 2035. O responsável destacou também a discrepância entre a recolha indiferenciada e a seletiva: em 2022, 4,91% da recolha indiferenciada eram têxteis, enquanto na recolha seletiva representavam apenas 0,40%. Com a nova unidade piloto de triagem de têxteis da Lipor, espera-se aumentar significativamente a percentagem de têxteis recolhidos de forma seletiva.

Rui Fonseca sublinhou as diversas potencialidades dos resíduos, desde a valorização energética até à produção de combustíveis derivados de resíduos. Por fim, destacou os principais desafios da CCDR-N: a prevenção da produção de resíduos e a recolha seletiva focada em resíduos têxteis, resíduos perigosos e bioresíduos.

Entre os objetivos da organização estão: reduzir a produção de resíduos, promover a recolha seletiva, triplicar a capacidade das instalações de valorização orgânica e melhorar a eficiência das atuais, duplicar a capacidade das instalações de preparação para reutilização e reciclagem, bem como aumentar a eficiência das unidades de triagem e a capacidade de triagem de resíduos urbanos.

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