Ana Rodrigues
Decorreu esta sexta-feira a inauguração da nova unidade fabril dedicada aos acabamentos têxteis da JF Almeida (que resultou de um investimento de 15 milhões) e que contou com o primeiro-ministro. Um momento inspirador e um sinal de confiança para um sector dos mais relevantes da economia, disse António Costa.
Como salientou o primeiro-ministro, “o sector do têxtil representa 22% das indústrias transformadoras, 23% do emprego na indústria exportadora e representou o ano passado cerca de sete mil milhões de euros de volume de negócio”. Esta nova unidade fabril da empresa localizada em Moreira de Cónegos irá, portanto, permitir criar um novo segmento de negócio dedicado à produção de roupa de cama.
Na palavras da presidente da JF Almeida, Joaquim de Almeida, o compromisso da empresa, que conta já com mais de 800 colaboradores, revela a priorização da defesa de valores fortes: “Estamos no caminho certo. Compramos rama de algodão a dois euros e transformamos em produto acabado que vendemos a dez euros. Só se alcançam estes objetivos com criatividade e investimento. Investimos em equipamento mais sustentável, em energias renováveis e, claro, nas pessoas. A unidade que hoje inauguramos é isso exemplo: 15 milhões de euros, 45 novos postos de trabalho, novos produtos, novos mercados, novos desafios”.
A cerimónia de inauguração contou igualmente com o presidente da Câmara de Guimarães, Domingos Bragança, que aproveitou a presença do primeiro-ministro para dar conta que o têxtil é um sector de base tecnológica. “Ou lideramos a transformação digital ou vamos a reboque ou ficamos para trás. (…) Aqui [na JF Almeida] nada é resíduo, tudo é recuperado e pretendemos que esta preocupação passe a ser a solução completa na competitividade e sustentabilidade das empresas na chamada economia circular”, salientou Domingos Bragança.