18 julho 24
Moda

Bebiana Rocha

Ana Querido une alfaiataria com sustentabilidade

Ana Querido formou-se em design de moda e aventurou-se em dezembro passado no lançamento de uma marca próprio com o seu nome. Na estética das coleções, destaca-se o toque de alfaiataria e a preocupação com a sustentabilidade. “Sempre gostei de alfaiataria. A marca é muito inspirada no contraste entre linhas femininas e masculinas, para uma elegância intemporal e contemporânea”, diz ao T Jornal.

A produção é feita apenas por encomenda, sendo produzidas no máximo 20 unidades de cada modelo. “Encomendo os tecidos para essa quantidade, mas só produzimos consoante encomenda, ou seja, não temos stock da peça. O que garante que, se o modelo não for vendido, o tecido pode ser usado numa próxima criação”, explica.

A jovem compra os tecidos em fornecedores italianos e portugueses, com destaque para um de deadstocks perto de Mangualde. O corte e a produção das peças são feitos depois em atelier, com a ajuda de mais uma pessoa.

“Para mim, os acabamentos são muito importantes. O vestido Isabella, por exemplo, tem as costuras todas em francesa, isto é, costura dupla, que garante que o vestido pode ser usado por muito e muito tempo”. Este modelo demora cerca de oito horas a ser feito e tem sido um dos bestsellers da marca.

Outro dos destaques é o colete Amélia, que pode ser usado de várias maneiras: “quando a pessoa compra tem opção de usar sem gola ou com duas golas. Enviámos a opção da gola em branco e em preto para que possa ir alternado”, realça. Há peças também em que os tamanhos são duplos, ou seja, S-M e L-XL.

“A marca tem as cores muito monocromáticas: pretos e brancos. O nosso objetivo com isso é que as peças também coincidam entre si, entre as diferentes coleções”, chama à atenção.

Ana Querido tem como objetivo de médio prazo para a marca conseguir aumentar a produção e poder abrir o atelier a visitas do público, ou mesmo participar em pequenas pop-up stores para conseguir que as clientes experimentem a roupa.

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