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Proposto como um dos caminhos da sustentabilidade, o aluguer de roupas pode reduzir a produção mas surgem agora dúvidas sobre se é mesmo amigo do ambiente. Um estudo recente aponta que o efeito de estufa é pior que deitar fora as roupas que já não se usam.
Citado pelo jornal The Guardian, o estudo é finlandês e foi publicado na revista científica “Environmental Research Letters”, concluindo que, em termos de impacto ambiental, o aluguer de roupas pode ser pior do que comprar e descartar as novas peças de vestuário.
Os investigadores analisaram as emissões de gases de efeito estufa de cinco cenários diferentes do ciclo de vida dos têxteis: aluguer, reciclagem, revenda, uso durante mais ou menos tempo. Surpreendentemente, a conclusão a que chegaram indica que alugar roupas tem o maior impacto climático, sendo ainda pior que descarta-las.
Fundamentalmente porque as viagens de ida e volta dos utilizadores às lojas de aluguer e a grande quantidade de transporte envolvida, desempenham um papel fundamental nesses resultados, aumentando as emissões de gases de efeito estufa. Da mesma forma, a lavagem a seco de roupas também tem um impacto significativo.
A conclusão é que ou as empresas de aluguer mudam completamente a sua logística para tornar esses serviços mais amigos do planeta, ou o impacto ambiental mantém-se equiparado ao da revenda de roupas. A melhor solução, indica o estudo, continua a ser comprar menos peças e usá-las o máximo possível, antes de as revender ou doar.