24 março 26
Formação

Bebiana Rocha

AESE apresenta PADEM com Open House para o sector têxtil

A AESE Business School do Porto organiza amanhã, dia 25 de março, às 13h00, um Open House – uma oportunidade para conhecer de perto a metodologia do novo PADEM | Programa Avançado em Direção de Empresas de Moda e os desafios estratégicos trabalhados ao longo da formação.

“Esta sessão aberta permitirá aos participantes experimentar a metodologia de discussão de casos através da análise da Patagonia, reconhecida pelo seu compromisso com a sustentabilidade”, partilha a instituição em comunicado. A sessão será conduzida por Ángel Proaño, professor da AESE.

No âmbito desta iniciativa, o T Jornal entrevistou Teresa Ayres Pereira, diretora do PADEM, que aborda os principais objetivos desta formação executiva, enquadrando também a inauguração do novo campus.

Na conversa, destaca que a moda é hoje um setor estratégico, exigente e global, que requer líderes preparados para lidar com a crescente complexidade dos negócios. Trata-se, sublinha, de uma oportunidade para desbloquear potencial ao nível da criação de valor – seja no desenvolvimento de marcas, na definição de estratégias ou na gestão, convida.

O programa distingue-se por uma abordagem abrangente a toda a cadeia de valor da moda, pelo foco em competências de direção geral e pela combinação entre rigor académico e uma forte ligação à realidade empresarial, clarifica.

Desenvolvido em parceria com o ISEM, o PADEM traz para Portugal um modelo formativo com provas dadas, adaptado à realidade têxtil industrial e ao potencial do tecido empresarial nacional. Teresa Ayres Pereira destaca ainda a integração de temas como a digitalização, os novos modelos de consumo, a sustentabilidade e a internacionalização.

Ao longo do programa, os participantes serão desafiados a analisar situações reais, a tomar decisões e a sustentá-las. “Queremos que Portugal não seja apenas reconhecido pela sua capacidade produtiva, mas também pela sua capacidade estratégica”, conclui. Associados da ATP têm condições especiais para frequentar este Programa.

O que motivou a AESE a lançar o Programa Avançado em Direção de Empresas de Moda?

A motivação nasce de uma convicção muito clara: de que a moda é hoje um setor estratégico, altamente exigente e global, que precisa de líderes preparados para lidar com uma enorme complexidade. Na AESE, identificámos que existia espaço para uma formação executiva verdadeiramente orientada para a direção geral neste setor, mais do que a formação técnica que já existe.

A parceria com o ISEM permitiu-nos trazer para Portugal um programa com provas dadas, adaptando à realidade e ao potencial da indústria nacional.

Que sinais ou necessidades concretas identificaram na região Norte?

O Norte é o coração da indústria têxtil e de vestuário em Portugal.

Temos aqui uma capacidade produtiva extraordinária e um reconhecimento internacional muito relevante. No entanto, percebemos que ainda há um caminho a fazer ao nível da criação de valor – nomeadamente, no desenvolvimento de marcas, na sua estratégia e na gestão.

Existe um enorme potencial por desbloquear, sobretudo na ligação entre indústria, criatividade e capacidade de gestão.

Num setor em constante transformação, o que distingue este programa?

O PADEM distingue-se por três grandes fatores.

Primeiro, a sua abordagem integrada: não olhamos apenas para uma área, mas para toda a cadeia de valor da moda. Segundo, o foco em competências de direção geral, e não apenas técnicas. E terceiro, a combinação entre rigor académico, método do caso e uma ligação muito forte à realidade empresarial. É um programa pensado para quem toma decisões.

O que a entusiasma mais no conteúdo programático?

O que mais me entusiasma é a forma como conseguimos cruzar diferentes dimensões: estratégia, criatividade, operação, liderança e sustentabilidade. É um programa que não compartimenta o conhecimento; ajuda os participantes a pensar o negócio como um todo. E isso, hoje, é absolutamente crítico.

Como integram as transformações da indústria nos conteúdos?

Ao longo do PADEM, falamos de digitalização, de novos modelos de consumo, de sustentabilidade, de internacionalização. Não como temas isolados, mas sim como temas integrados, porque na realidade, eles também não acontecem de forma isolada no setor: dependem e precisam uns dos outros para o setor evoluir.

O objetivo é preparar os participantes para antecipar tendências e agir sobre elas.

De que forma o pensamento estratégico vai ser trabalhado?

Através do método do caso.

Ao longo do PADEM, os participantes serão desafiados a analisar situações reais, a tomar decisões e a justificar as decisões tomadas. Em todos os nossos programas, na AESE, trabalhamos a fundo a capacidade de integrar informação, lidar com incerteza e construir uma visão de longo prazo.

Que tipo de liderança é hoje necessária nas empresas do setor?

Acredito que hoje precisamos de líderes com visão, mas também com sensibilidade. A moda vive do equilíbrio entre criatividade e gestão. É fundamental saber liderar equipas diversificadas, tomar decisões rápidas em contextos incertos e, ao mesmo tempo, garantir coerência estratégica. E, cada vez mais, liderar com propósito: social, económico e ambiental.

Que valor acrescentado traz a colaboração internacional?

Trabalhar com o ISEM permite-nos trazer uma perspetiva global, tanto a nível académico como empresarial.

Os participantes podem assim beneficiar de experiências, casos e contactos internacionais, o que é essencial num setor que não conhece fronteiras.

Vão também ter executivos com experiência em marcas internacionais, podem citar nomes?

Sim, temos um corpo docente muito experiente e diversificado, que combina academia e experiência empresarial. Contamos com profissionais que passaram por empresas como a Inditex, Loewe, L’Oréal ou The Walt Disney Company. Entre eles, nomes como Luis Lara, Luis Huete, Pedro Mir ou Javier Alonso, que trazem uma visão muito concreta do que é gerir e liderar neste setor.

Que impacto esperam que esta iniciativa tenha?

A nossa ambição é contribuir para uma nova geração de líderes na indústria da moda em Portugal.

Queremos ajudar a reforçar a competitividade das empresas, promover a criação de mais marcas nacionais e aumentar a capacidade de capturar valor. No fundo, queremos que Portugal não seja apenas reconhecido pela sua capacidade produtiva, mas também pela sua capacidade estratégica.

O que significa o novo Campus do Porto para a região?

O novo AESE Campus Porto é um passo muito importante para a AESE, pois permite-nos aproximar ainda mais das empresas do Norte e responder de forma mais direta às suas necessidades. É também um sinal claro do compromisso da AESE para com a região e com o desenvolvimento do tecido empresarial local.

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