Bebiana Rocha
Num passo decisivo rumo à sustentabilidade, a Adalberto Textile Solutions transformou a sua operação industrial com um projeto de descarbonização que combina tecnologia, eficiência e redução de emissões. A empresa substituiu em 2025 combustíveis fósseis por energia renovável, adotou sistemas inteligentes e otimizou processos para cortar custos e emissões.
O projeto envolveu 11 medidas concretas: descarbonização do processo de produção de vapor; aquecimento de ar nas ramas; instalação de variadores eletrónicos de velocidade nos ventiladores das ramas A311 e A312, com automatização dos programas; isolamento térmico do depósito de condensados, tubagens e acessórios da linha de vapor; recuperação de vapor flash; instalação de foulards duplos nas ramas A311 e A313; implementação de sistemas IoT para monitorização de consumos; instalação de permutadores de calor nas máquinas T128, T127, T124 e T121; instalação de jets de nova geração; pré-secadores de ourelas; e otimização da central de ar comprimido.
Com estas medidas, a Adalberto pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 68,81% e alcançar poupanças energéticas equivalentes a 2.063,80 toneladas de petróleo, o que representa uma redução de 48,50% no consumo energético da unidade.
“Num momento em que os clientes internacionais exigem cada vez mais responsabilidade ambiental, a Adalberto escolhe liderar”, afirma a empresa em comunicado. Jorge Machado, CEO, acrescenta: “investimos para crescer, competir e liderar. A sustentabilidade deixou de ser uma opção: é uma vantagem estratégica”.
O investimento permitirá, como dito acima, otimizar consumos energéticos, monitorizar os sistemas industriais em tempo real, reduzir a dependência de combustíveis fósseis e aumentar a resiliência face às flutuações do preço da energia.
Num vídeo publicado na página do projeto, a Adalberto Textile Solutions mostra a sua caldeira de biomassa, a nova rede de vapor e condensados, as linhas de lavagem contínua para recuperação de água e a monitorização de cada processo em tempo real.
“Este é um investimento no futuro da empresa, das nossas pessoas e da indústria têxtil portuguesa”, conclui Rui Cernadas, COO da empresa.