27 Maio 22
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Acelerar a inovação está cada vez mais na alma do têxtil

Ao terceiro e último dia da sua quarta edição, o iTechStyle Summit reforça o seu posicionamento como fórum privilegiado para o debate sobre o presente e o futuro da inovação têxtil. “A próxima arranca já nesta segunda-feira”, rejubila o director-geral do CITEVE, amparado por “uma indústria que põe a inovação ao serviço da sociedade e é uma referência a nível europeu e mundial”, como disse o Secretário de Estado da Economia, João Correia Neves.

O elogio, em jeito de reconhecimento, foi feito pelo governante durante a cerimónia de entrega dos iTechStyle Awards, que premeiam a inovação têxtil, onde deixou também testemunho do apreço pela “pujança demonstrada por um sector que tem como mote acelerar a inovação”.

Um reconhecimento que vem consagrar a estratégia do CITEVE, entidade organizadora, que nestes três dias colocou em debate temas tão importantes para o futuro do sector como as megatendências, a transição verde e digital ou a evolução dos materiais, pondo em contacto investigadores e académicos, empresários e gestores. Ou seja, a ciência e inovação e quem a executa e leva até aos consumidores.

Em jeito de balanço, o diretor-geral do CITEVE fala de “um conjunto de oradores de grandíssimo nível, muito acima da média, não só portugueses mas de muitos outros países”. Mas o regozijo de António Braz Costa resulta ainda do facto de ter visto também dissipados alguns receios sobre a adesão e as reações dos participantes neste regresso ao contacto das pessoas depois do hiato pandémico.

“A adesão foi extraordinária, idêntica a 2019, mas o mais revelador é que se nota uma vontade de contacto por parte dos profissionais, querem networking, e isso foi muito entusiasmante de se ver nestes três dias”, destacou, sem, no entanto, ter “lamentado” a ausência da ministra da Ciência, Elvira Fortunato, que estava confirmada para a abertura dos trabalhos desta sexta-feira e cuja ausência só foi  comunicada em cima da hora.

Já quanto aos temas em debate, Braz Costa fala em “comunicações inspiradoras, que demonstram que os têxteis estão hoje envolvidos não só nas questões ambientais e de sustentabilidade, mas também nos comportamentos e movimentos sociais, coisas que vão muito além do têxtil”.

E o que constatou é que “as empresas estão muito atentas a tudo isso, sensíveis a informação que pode ser importante para os seus negócios”. Tudo isto “a provar que o negócio têxtil é cada vez mais abrangente e influenciado por muitas coisas”, o que motiva ainda mais os organizadores. “Em função do resultado desta quarta edição, a quinta arranca já nesta segunda-feira”, garante Braz Costa.

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