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As trabalhadoras de três fábricas de jeans no Lesoto, que trabalham para marcas norte-americanas como a Levis, Lee e Wrangler, eram regularmente obrigadas a ter relações sexuais com os supervisores para obterem ou manterem os seus empregos.
Estes abusos eram praticados nas fábricas de jeans do grupo Nien Hsing Textile, do Taiwan, que emprega um quarto da mão-de-obra total de vestuário daquela pequena nação africana.
“Todas as mulheres do meu departamento tiveram relações sexuais com o supervisor. Para as mulheres, trata-se de sobrevivência e nada mais. Se você diz não, não consegue o emprego, ou seu contrato não é renovado”, contou uma das trabalhadoras vítimas ao WRC- Consórcio de Direitos dos Trabalhadores, a entidade que descobriu e divulgou os abusos.
A indústria de confecção – com foco nas exportações de jeans – tem vindo a crescer no Lesoto e tornou-se nas últimas três décadas, o maior empregador setor nesse pequeno país (dois milhões de habitantes) africano, ao garantir emprego a mais de 40 mil pessoas.
Na sequência da divulgação internacional destes abusos, Levi Strauss, Kontoor Brands (proprietária das marcas Wrangler e Lee) e The Children’s Place prometeram reprimir os abusos nas fábricas de Lesoto que produzem os seus jeans.