29 agosto 25
Empresas

Bebiana Rocha

A. Fiúza mostra como o têxtil está vivo e com oportunidades

A A. Fiúza foi escolhida pelo projeto europeu Metaskills4TCLF como exemplo de que o setor têxtil e vestuário está vivo, é inovador e continua a oferecer oportunidades de futuro.

Em entrevista, Pedro Fiúza, diretor comercial da empresa de meias com mais de 42 anos de história, destacou a postura de investimento contínuo que tem marcado o percurso da A. Fiúza. Essa estratégia passa pela aquisição de novos equipamentos, aposta na digitalização e, sobretudo, pela valorização das pessoas.

“Formação e promoção interna são as duas formas de garantir essa valorização”, explicou, lembrando que o crescimento da empresa se deve também ao compromisso dos trabalhadores. Pedro Fiúza sublinha a existência de uma equipa multidisciplinar, com percursos e experiências distintas, que contribuem para o sucesso coletivo.

Um dos exemplos é o de Marta Peixoto, que entrou sem qualquer experiência no setor. Começou na secção de acabamentos, a dobrar meias, e em apenas dois anos evoluiu para a área de planeamento. “A empresa procura a opinião dos trabalhadores para poder evoluir”, afirmou, destacando essa abertura como uma mais-valia.

A colaboradora reforça ainda que o setor está a mudar rapidamente. “A área têxtil está a evoluir em termos de sustentabilidade e inovação. Acho que é uma área muito interessante” e deixou um apelo aos jovens para que se juntem.

Também Pedro Fiúza insiste na mesma ideia: “Grande parte das empresas ligadas ao setor têxtil já incorpora hoje uma forte componente de inovação e digitalização, com respostas em tempo real e melhoria contínua do produto. Para quem entra, isso é um fator muito aliciante.”

A mensagem final é clara: o setor têxtil português mudou, em parte impulsionado pelas ameaças que enfrentou no mercado interno, e posiciona-se agora num patamar de excelência, preparado para atrair e reter novos talentos.

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