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“Já neste século enfrentámos diversos choques competitivos, a começar pela abertura do comércio têxtil internacional e a concorrência chinesa daí decorrente, sem regras ou limites, passou pela crise económica e financeira global, a crise da dívida soberana nacional e a intervenção da “troika” de credores no país, para se concluir recentemente com uma pandemia e suas consequências, para acabar com a guerra na Ucrânia”, referia Mário Jorge Machado.
O presidente da ATP disse no seu discurso de encerramento do 25º Fórum da Indústria Têxtil – comummente conhecido como o discurso do ‘estado da nação’, que o sector português é dos mais bem preparados para incorporar os impactos da nova envolvente que assume forte impacto na indústria.
Mais: para Mário Jorge Machado, o histórico do embate de crises sobre o sector e a forma como este respondeu a esses desafios tornam o sector – do ponto de vista global – um dos mais bem preparados para liderar a alteração do paradigma industrial. Que, obviamente, incorporará inovação, sustentabilidade e circularidade.
O discurso foi um ponto de partida para os empresários poderem avaliar quer as caraterísticas dos seus negócios em face da alteração da envolvente, quer as motivações que devem presidir a uma abordagem que, nos próximos anos, terá necessariamente que ser diferente da que esteve em exercício até agora.
É neste quadro que o T Jornal decidiu publicar a totalidade do discurso de Mário Jorge Machado – com uma nota importante: encontrar-se-ão, evidentemente, muitas diferenças entre o discurso escrito que agora se publica e aquilo que, de viva voz, foi dito por Mário Jorge Machado no fórum que decorreu esta terça-feira em Barcelos. Discurso completo aqui.