12 Janeiro 2018
Investimento

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Rosacel avança a todo o vapor com nova fábrica em Pevidém

A Rosacel vai iniciar no próximo mês as obras de construção de uma nova fábrica, em Pevidém, com uma área coberta de 3 870 metros quadrados, num investimento global de 1,5 milhões de euros que lhe permitirá aumentar em 120% a sua capacidade instalada, por forma a poder assim responder às crescentes encomendas dos clientes.

“Trabalhamos em contínuo, em três turnos. Começamos domingo às nove da noite e só paramos às da oito da noite do sábado seguinte”, conta José Meireles, administrador da Rosacel, empresa fundada por Quintino Mendes (que durante 15 anos foi responsável pela tecelagem na Domingos Sousa) e baptizada a partir do nome da sua esposa, Rosa Celeste.

Com fábrica em Felgueiras e sede na Feira, a Rosacel está um pouco excêntrica relativamente ao centro de gravidade dos têxteis lar, mas não por muito mais tempo, pois o projeto de construção da nova fábrica está na fase final da aprovação na Câmara de Guimarães.

Em junho já vão chegar seis novos teares à Rosacel, que em 2017 fez um volume de negócios de 1,2 milhões de euros, dos quais 60% exportados diretamente para quatro diferentes continentes – Estados Unidos, Japão, Peru, Chile, Suíça, Republicana Dominicana, Chipre e Inglaterra são alguns dos países que constam da geografia da empresa.

No mercado interno, a Piubelle é um dos maiores clientes da produção de colchas e atoalhados da Rosacel, que vai agora apostar no fabrico de sacos cama para corresponder às solicitações nesse sentido e clientes nórdicos.

Este ano, a empresa de Quitino Mendes espera quase que duplicar a faturação. “Se não fecharmos 2018 com vendas de 2,2 milhões encararemos isso como uma derrota”, garante José Meireles.

O otimismo do responsável da Rosacel nem sequer foi abalado pelo facto de terem roubado a colecção de atoalhados (18 peças) e a lista de preços do stand, na noite entre a montagem a inauguração da Heimtextil. “Dificulta-nos o trabalho, mas ainda agora tomei conta de uma boa encomenda de um cliente europeu”, rematou José Meireles.

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