5 fevereiro 19
ISPO

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Querem comprar-lhe patentes, mas Fiorima quer vender meias

“Tem aparecido muita gente a querer-nos comprar as patentes, mas o que nós queremos é vender peúgas. Se lhe vendêssemos a patente eles iam fazer as meias para a Ásia”, conta, bem humorado, Paulo Rodrigues, 55 anos, o engenheiro têxtil com uma pós graduação em Gestão de Unidade de Saúde e um doutoramento em Engenharia para a Saúde.

As gaiter socks – umas meias tipo polaina que evitam a entrada de lama, água, areia, folhas ou outros pequenos objectos para o interior das sapatilhas – são uma das patentes  que a Fiorima apresenta no seu stand na ISPO 2019.

Outra que é alvo de cobiça e é um dos produtos estrela da Fiorima é a das meias biométricas inteligent socks , que integram sensores que recolhem e comunicam, em tempo real, informações como o peso, temperatura do corpo, frequência cardíaca, localização geográfica, calorias que queimou, velocidade média, distância percorrida, etc.

“Temos produtos que mais ninguém tem”, resume Paulo Rodigues, exibindo um meia com calcanhar e biqueira trabalhados. 

Empregando 84 pessoas, oferece uma gama de cinco mil diferentes produtos e tem um volume de negócios de sete milhões de euros, feito a 99,5% nos mercados externos, fundamentalmente Europa, Canadá e Estados Unidos.

“2018 correu bem. Temos uma carteira de 207 clientes, sendo que nenhum deles representa mais pesa mais de 10% na nossa facturação. Se por acaso perdemos um ou outro clientes aproveitamos para dar a oportunidade aos outros que para subirem as quantidades que lhes fornecemos”, concluiu Paulo Rodrigues. 

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